Demorou, mas, enfim, o volante Rafael Paraná foi liberado pelo Departamento Médico (DM) do América e já está à disposição do técnico Flávio Lopes para o jogo de domingo (27) contra o Centenário Pauferrense em Pau dos Ferros. Junto com Paraná, o atacante Djalma e o zagueiro Mauro, que desfalcou a equipe no empate por 2 a 2 com o Baraúnas na última quarta (23), também saíram do DM.
Apenas Felipe Moreira e Tiago Lima permanecem em tratamento com a equipe médica do clube e continuam vetados para a partida. O América embarca sábado com destino a Pau dos Ferros em virtude da longa viagem de cerca de seis horas e a partida contra o Centenário está marcada para às 16h do domingo.
O clima pesou no CT do América durante o coletivo. Um torcedor protestou, xingou os jogadores, e o volante Eliélton partiu para cima do torcedor. Ficou “preso” no alambrado e foi contido pelos demais jogadores.
Após este episódio, a direção tomou uma medida que passa a valer a partir de amanhã: os treinamentos serão fechados para os torcedores.
Não sei quem foi o torcedor, mas ele está errado. CT é lugar de trabalho. Torcedor tem todo o direito de protestar no estádio. Jamais no CT, durante o treino e num momento em que todos os jogadores e profissionais estão tensos com a situação financeira.
O América vive uma situação complicado, disputando o Estadual deficitário, com patrocínio reduzido, sem renda, e com o presidente Clóvis Emídio isolado no poder, sem o apoio financeiro necessário para enfrentar este período complicado.
Sérgio Papellin, Superintendente de Futebol, explicando a situação salarial do elenco: “O atraso salarial no América é de 15 e não de 45 dias, então incomoda todo mundo, são trabalhadores e a diretoria está trabalhando para resolver e esperamos que até o começo da semana seja tudo resolvido. Ainda hoje vem um representante da diretoria para conversar com o elenco. Como os nossos salários são relativamente baixos, os jogadores sentem mais, as dificuldades para os trabalhadores são maiores. Os jogadores querem ouvir a palavra oficial do clube. Não sou eu que resolve, e eles querem ouvir o presidente ou o nosso diretor de futebol ou alguém do Conselho venha explicar e dar uma projeção de pagamento”.
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